UMA CIDADE ENGRAVATADA
Técnica mista | Grafite e digital
Era uma vez uma casinha que se tornou cidade-menina. E também um menino que tinha pressa de crescer. Ele experimentou dezenas de gravatas para ser gente crescida. Ela tinha saudades do campo e de uma outra vida. Ambos viviam numa cidade engalanada que foi enganada quando lhe disseram que era bom ser adulto. Deixou o campo e a natureza. Perdeu a sua juventude e toda a sua beleza. Mas a história não acaba e apenas continua. Porque o menino levou o seu laço e, agora, sempre que passo por ele, ouço-o a assobiar melodias. Diz que são coisas de criança.
Uma exposição que resultou do diálogo entre dois dos mais célebres livros de Pedro Seromenho, As Gravatas do Meu Pai e A Cidade Que Queria Viver no Campo.